Chasque atualizado em 26 / 03 / 2012 às 6:56 am

Os 10 “Maiores” Gaiteiros Gaúchos



DE GAITA PIANO, DE TODOS OS TEMPOS!

Amigos leitores do Blog.

Como prometemos, estamos postando hoje nossa lista com OS DEZ MAIORES GAITEIROS GAÚCHOS DE TODOS OS TEMPOS, mas vos digo: – Que empreitada braba!

Nosso Estado é rico… Rico não! Riquíssimo, em nomes e valores que trazem a marca de GAITEIROS, essa arte nobre que alegra, sem distinção, os apaixonados pela música regionalista como um todo (nativista, tradicionalista, campeira, galponeira, festivaleira, romântica, etc… etc… etc…).

A iniciativa (pelos comentários diversos) foi boa, a idéia elogiável, mas nossa opinião não é definitiva (e nem queremos que seja), pois abrimos espaço para o gosto dos leitores e vimos que ele é abrangente, inteligente e carregado de razões.

Visamos apenas, com tal promoção, depositar nossa gratidão a estas pessoas que enfrentam todo o tipo de dificuldades para levar a mensagem gauchesca através dos foles das gaitas aos mais dispersos rincões de todo o Brasil. A TODOS os gaiteiros, o nosso aperto de mão, a nossa reverência e o nosso MUITO OBRIGADO!

Para os senhores terem uma idéia da quantidade e qualidade desta “raça” buena, eu e meu amigo Paulo de Freitas Mendonça, por brincadeira, e ao cabo de pouco tempo, listamos os nomes abaixo. Claro que esquecemos um eito igual ou maior (pois nem usei meus mais de 500 LPs que tenho guardado em São Francisco de Paula). Mas, de cabeça, lembramos destes (158):

Adair de Freitas, Ademar Silva, Ademo Rieffel, Airton Machado, Alex Vargas, Algacir Costa, Aluísio Rockemback, Alvaro Feliciani, Alexandre Battisti, Antão Barros, Angelo Marques, Antônio Junior, Antônio Shultz, Alan, Acelino Gonçalves, Atiles Oliveira, Bagre Fagundes, Berenice Azambuja, Borghettinho, Carlos Steiner, Cassia Abreu, Carlos Cirne, Carlos Magrão, Caco Schwalm, Chiquito, Chico Brasil, Chiquinha, Claurinei Luis Klein, Crioulo dos Pampas, Cristiano Vieira, Cleber Marques, Cristiano Vieira, Daltro Bertussi, Daniel Hech, Dedé Cunha, De Lima, Doné Teixeira, Dionisio Kissmann, Dudu Lopez, Ederson Nekel, Emilio Guedes, Edilberto Bergamo, Elias Resende, Eurides Nunes, Edu (dos Araganos), Érico Darci, Everson Machado (chocolate), Fernando Saalfeld, Felipe Scheleder, Fernando Montenegro, Frutuoso Araújo, Geovani Marques, Gabriel Claro, Gabriel Ortaça, Gabriel Peliçaro, Gaúcho da Fronteira, Gilberto Monteiro, Gilmar Selau, Gilney Bertussi, Guilherme Goulart, Gonzaga dos Reis, Hamilton Ortiz, Itajaiba Mattana, Iedo Silva, Igor Cardoso, Ivinho Stefani, Janete, Jauro Gehlen, Jaerson Martins, J. Barbosa, Jeferson Prado da Costa, João Luiz Correia, João Vicente, João Maciel, João Homero, Jorge Trindade, José Cláudio Machado, Júlio Cezar Leonardi (paranaense), Jardel Borba, Julio Lima (Negro Júlio), Jair Marcos, Jonatan Dalmonte, Jorge Silveira, João Campeiro, João Mari, Lauri Duarte, Leninha, Leandro Rodrigues, Leonel Gomez, Lucas Cirne, Luciano Maia, Lucas Ferrera, Luiz Carlos Pereira (Pereirinha), Luizinho Santos, Luisinho Corrêa, Luiz Paulo, Macedinho, Machado (do Tchê Barbaridade), Mano Lima, Manuel Cassiano, Marinêz Siqueira, Marquinhos Noms, Marquinhos Ulyan, Moraezinho, Moreno Martins, Marcelo Nunes, Matias Paludo, Mario Pereira, Nardel Silva, Nelcy Vargas, Nelson Cardoso, Neneca Gomes, Neusa Regina, Nielsen Santos, Noé Teixeira, Oscar dos Reis, Olívia Osório, Orlandinho Rocha, Osmar Motta, Osmar Silva, Paulinho Pires, Paulo Duzac, Paulo Siqueira, Paulinho Goulart, Pedro Raimundo, Reduzino Malaquias, Regis Marques, Rivadavia Barreto, Robson Boeira, Rodrigo Lucena, Rodrigo Pires, Romeu Seibel, Sadi Pereira, Samuca, Sérgio Rosa, Sidnei Leite (canudo), Tatu (Fronteiriços), Telmo de Lima Freitas, Tiago Quadros, Tiago Machado, Tio Bilia, Tio Nanato, Toninho, Valdir Lima (Pertônico), Varguinhas, Valmir Sauer, Vergílio Pinheiro, Vergílio Leitão, Xiru Missioneiro, Xiru Pereira, Zezinho Furquim, Zezinho (Grupo Floreio).

Antes de expormos nossos escolhidos, que foram dez, mas poderia ter sido duzentos, trezentos… temos que clarear alguns itens:

a) Não apontamos aqui os dez MELHORES, os mais técnicos, os mais hábeis, mas os MAIORES, ou seja, que mais marcaram época, que mais representatividade tiveram dentro do cenário musical do Rio Grande, que mais continuidade deram ao seu trabalho. Uma nova geração de ótimos gaiteiros está adentrando neste terreiro, mas tudo tem seu tempo e a hora desta gurizada chegará em breve (não é verdade meu amigo Luciano Maia?).

b) Escolhemos, apenas, os acordeonistas de gaita pianada, ou seja, com teclado. Os gaiteiros de “botoneiras” e cromáticas, entrarão em uma segunda relação que faremos em seguidita.

c) O saudoso e pioneiro gaiteiro Pedro Raimundo, muito citado por nossos leitores, embora não sendo gaúcho de nascimento, só não entrou nesta primeira lista justamente por ser um músico característico de gaita cromática.

Em Ordem Alfabética, OS NOSSOS ESCOLHIDOS SÃO ESTES!

1. ADELAR BERTUSSI

Adelar Bertussi nasceu na Fazenda São Jorge da Mulada, Criúva, São Francisco de Paula. De família de músicos, Adelar, inicialmente, tocava pandeiro e cavaquinho, até que, em 1947, já com domínio completo do acordeon, passou a acompanhar seu irmão Honeyde Bertussi, quando formaram um dos mais importante conjuntos gauchescos de todos os tempos, Os Irmãos Bertussi, sendo os pioneiros em duetos de gaita na música tradicionalista gaúcha e inspiradores para a maioria dos conjuntos de bailes do Rio Grande do Sul.

Adelar Bertussi, com uma técnica própria, tornou-se um dos melhores acordeonistas do Estado e hoje é referenciado como um símbolo do tradicionalismo. Deixou Os Bertussi no ano de 1998, e passou o cargo para seu filho Gilney Bertussi e atualmente apresenta-se em shows pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Atualmente, reside em Curitiba, mas mantém ativa a Fazenda da Mulada, lugar em que brotou a família Bertussi (hoje pertencente a Caxias do Sul), onde, inclusive, foi erguido um Memorial aos Irmãos Bertussi.

Obs: Um outro nome muito lembrado foi Itajaiba Mattana, parceiro de Adelar na dupla Os Cobras do Teclado.

2. ALBINO MANIQUE

Albino Batista Manique, mais conhecido como Albino Manique, é considerado um dos melhores acordeonistas do Rio Grande do Sul e do Brasil. Nasceu em 13 de março de 1939 em São Francisco de Paula – RS.

Albino Manique é uma das figuras mais importantes e influentes na evolução musical do Estado a partir da segunda metade do século XX. Suas composições são inspiradas na sua infância com influências musicais de seu pai, que tocava gaita-ponto em festas populares da região.

Os músicos que se tornaram figuras importantes em sua formação musical foram: Pedro Raimundo, Osvaldinho e Zé Bernardes, Conjunto Farroupilha, os Irmãos Bertussi, Mário Zan, Luiz Gonzaga, Raul Barboza e Ernesto Montiel.

Por ser autodidata, valia-se das audições dos programas radiofônicos veiculados diariamente, que através da memorização e percepção, desenvolvia as composições.

Albino, ao lado de seu grande amigo Francisco Romeu Castilhos, o Chico, desceu a serra para apresentar-se no programa radiofônico o Grande Rodeio Coringa, onde ficaram conhecidos como Os Mirins, grupo que hoje tem mais de 50 anos de existência pontilhada de grandes sucessos.

Albino Manique é conhecido como um excepcional “mão esquerda” (baixos) e foi o criador das conhecidíssimas “vaneirinhas”.

3. BETO CAETANO

Alberto Costa Caetano, mais conhecido como Beto Caetano, cria de Unistalda, talvez seja o gaiteiro com maior participação em gravações de artistas regionais gauchescos. È raro o cantor ou grupo que, ao gravar seus trabalhos, não tenha prescindido do toque mágico da cordeona de Beto Caetano. Da mesma forma, são inúmeras suas participações em festivais nativistas pelo Rio Grande a fora. Beto Caetano tem uma facilidade incrível para colocar no foles de sua gaita aquilo que o artista deseja. Não raro, participou de eventos sem, ao menos, ensaiar com os demais integrantes, tal sua percepção musical. Em conseqüência desta sua imensa atividade, passa os dias em estúdio de gravações, sempre amadrinhando algum parceiro.

Ao seu estilo, festivaleiro e de estúdio, Sérgio Rosa e Nelcy Vargas foram muito lembrados.

Na sua bagagem o artista inclui presença nos grupos: Os Guapos, Os Mirins e Som Campeiro, onde abrilhantou com seu talento ao longo dos anos, inúmeras festividades. Para comemorar 35 anos de atividades musicais Beto Caetano lançou, há pouco, o cd “Rodeado de Amigos” onde o gaiteiro apresenta sucessos pessoais além de contar com a presença musical de diversos artistas.

4. BRUNO NEHER

Bruno Neher nasceu em Panambi no Rio Grande do Sul em 4 de fevereiro de 1942. Autor de 1500 músicas gravadas de sua própria autoria, 800 delas no idioma alemão. É um gaiteiro da velha guarda do Rio Grande, como Ademar Silva e tantos outros.

De origem germânica, Bruno Neher foi responsável por esta integração gauchesca/alemã, em nossa musicalidade, principalmente com composições jocosas que mostravam o lado cômico de ambos. Possui mais de 40 trabalhos fanográficos (discos, fitas e CDs) no Brasil, dois LPs gravados na Argentina e um LP gravado em Portugal. Fundador e líder de um dos mais antigos e conhecidos grupos de baile do Estado, Os 3 Xirus, onde fez parte, inclusive, o cantor, músico e compositor Jader Moreci Teixeira, o Leonardo.

Foi deputado estadual pelo PTB/RS e Conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil.

5. EDSON DUTRA

Edson Becker Dutra nasceu em Bom Jesus, RS, em 19 de fevereiro de 1952. É fundador e líder do conjunto Os Serranos, um dos mais tradicionais do Estado, fundado em 1968.

No início, Edson Becker Dutra fazia um dueto de gaitas com Frutuoso Luis de Araújo, também nascido em Bom Jesus. A dupla gravou seu primeiro disco – um compacto duplo – em 1969 – na gravadora Copacabana, tendo como padrinho e apoiador, Honeyde Bertussi.

Edson Dutra, por sua técnica no instrumento, é reconhecido como um dos melhores gaiteiros do Rio Grande. Foi e é inspirador para dezenas de músicos regionalistas e teve como auge da carreira a gravação do LP Isto é… Os Serranos, que tinha como vocalista o grande José Claudio Machado. Foi um dos mentores do Festival Ronco do Bugio, de São Francisco de Paula e teve grandes participações na Califórnia da Canção Nativa, de Uruguaiana.

6. GILDINHO

Nésio Alves Corrêa, o Gildinho, como é conhecido. Nasceu em Soledade, em 18 de janeiro de 1942. Foi criado em meio às lides campeiras. Muito cedo ficou órfão de pai e talvez tenha herdado dele, que era acordeonista, um irresistível amor à música gaúcha. Com apenas 15 anos este piazito já “arranhava” uma cordeona nos autênticos e saudosos bailes de candeeiro. Em 1961 botou o pé no mundo, deu de rédeas no destino e encontrou paragem em Erechim/RS. Meio acaboclado, mas cheio de determinação, Nesio iniciou, em 1963, o programa radiofônico “Amanhecer no Rio Grande”, pela Rádio Difusão de Erechim. Com a audiência do programa, passou a animar pequenos bailes na região.

Com o Chiquito, irmão caçula e herdeiro da mesma paixão pela música, formaram a dupla “Gildinho e Chiquito”. A dupla de irmãos gaiteiros passou por momentos difíceis e durante alguns anos penaram trabalhando exclusivamente em pequenos bailes na região de Alto Uruguai, apresentando diariamente o Programa “Assim canta o Rio Grande” e estudando acordeom na Escola de Belas Artes.

Talentos musicais em formação, a dupla de irmãos escreveu sua história com muita dedicação onde, com três outros grandes músicos (João Argenir dos Santos – guitarra, Luiz Carlos Lanfredi – contra-baixo, e Nelson Falkembach – bateria ) deu-se início ao Grupo OS MONARCAS em 1972, hoje considerado um dos maiores conjuntos gauchescos de todos os tempos.

Gildinho, por sua alegria, simplicidade, dedicação e atenção com os fãs e colegas músicos, é considerado o gaiteiro mais carismático do Rio Grande.

7. HONEYDE BERTUSSI

Honeyde Bertussi nasceu em 20 de Fevereiro de 1923 na localidade de São Jorge da Mulada, distrito de Criúva, município, na época, de São Francisco de Paula e faleceu em 4 de Janeiro de 1996 em Porto Alegre.

Conhecido como o Cancioneiro das Coxilhas, aos quatro anos ganhou de presente de seu pai, Fioravante Bertussi, uma gaita de quatro baixos. Com o tempo, aprendeu a tocar violão e gaita de boca. Após a realização de seus estudos na cidade de Vacaria, onde concluiu o 2º Grau, Honeyde retornou para o campo casando-se no mês de março de 1941 com Haydee Vacchi.

Em 1942 adquiriu o seu primeiro acordeon uma Todeschini de oitenta baixos. Aos oito de maio de 1942, graças a uma cheia do rio Mulada a orquestra não consegue chegar a tempo de tocar um baile de casamento na localidade onde nasceu, Honeyde foi chamado e tocou o seu primeiro baile. Em 1943 compôs a canção Cancioneiro das Coxilhas, sua música predileta. Na década de 50, junto com seu irmão Adelar, 10 nos mais novo, formou a primeira dupla de gaiteiros do Rio Grande dando início a uma saga galponeira que floresceu e dá frutos até hoje. Em 1955 lançaram o primeiro LP “Coração Gaúcho” consagrando Os Irmãos Bertussi. Daí para frente, foi um sucesso atrás do outro sendo aclamados como a melhor dupla de acordeonistas de todos os tempos.

Na Rádio Caxias todas as quintas-feiras Honeyde apresentava o programa Cancionero das Coxilhas, foi um dos pioneiros dos programas radiofônicos ao vivo. Cantava e tocava músicas regionais, sempre mostrando a rica história do Rio Grande do Sul. Incentivando o culto tradicionalista gaúcho, Honeyde Bertussi brilhantemente conduziu a história musical rio grandense, conservando, junto aos Centros de Tradições Gaúchas, o gosto pela música e pelo regionalismo.

Honeyde Bertussi foi um dos artistas mais completos do Rio Grande pois tocava bem seu acordeom, era excelente letrista e cantava com uma voz de trovão inigualável. Grandes grupos de hoje são seguidores de Os Irmãos Bertussi como Os Serranos e Os Monarcas.

8. LUIZ CARLOS BORGES

Luíz Carlos Borges nasceu em Santo Ângelo em 25 de março de 1953. É considerado um dos principais nomes da música regional do Rio Grande do Sul. Participou e venceu diversos festivais. Foi idealizador e organizador do Musicanto Sul-Americano de nativismo na cidade de Santa Rosa.

Músico desde os sete anos de idade, iniciou sua carreira no conjunto Irmãos Borges, na sua cidade natal. Mais tarde quando estudante universitário em Santa Maria – RS, iniciou sua carreira solo a partir do sucesso com a composição Tropa de Osso, premiada na 9ª edição da Califórnia da Canção Nativa do RS.

Luiz Carlos Borges seguiu carreira alicerçando seus conhecimentos no Curso Superior de Música. Em 1980, formou-se em música pela Universidade Federal de Santa Maria e assumiu a direção do Centro Cultural Municipal e Biblioteca Pública daquela cidade. Ainda em 1980, gravou seu primeiro LP individual Tropa de Osso, um trabalho para todo o estado.

A partir dai Borges investiu na renovação da música regional gaúcha. Em 1982, mudou-se para São Borja, onde assumiu a Assessoria de Cultura e Turismo daquele município e passou a trabalhar no Projeto “São Borja 300 anos de História”, durante todo ano. Neste mesmo ano gravou o seu segundo LP individual: Noites, Penas e Guitarra.

Em 1983, a convite da administração municipal, assumiu em Santa Rosa a assessoria de Cultura e Turismo, onde idealizou e desenvolveu o Projeto Musicanto Sul-Americano de Nativismo e abre espaço para toda América do Sul mostrar o que se produz em termos musicais nativos cm cada região dos países sul-americanos.

Apresentou-se por diversas vezes com “La Negra” com Mercedes Sosa e gravou uma música em seu último trabalho Cantora (álbum).

Foi presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Floclore e um dos artistas que mais viajou pelo continente sulamericano mostrando o que de melhor possui a musicalidade riograndense.

Ressurgido nos festivias nativistas é considerado por muitos como o artista gaúcho mais completo pois toca (e bem) violão, acordeom, canta e compõe com um virtuosismo incomum.

9. MERY TEREZINHA

Mary Terezinha Cabral Brum nasceu em Tupanciretã, em 30 de março de 1948.

Em 1961, aos 13 anos, acabou conhecendo Teixeirinha, com quem teria uma relação amorosa e uma carreira que duraram 22 anos. Com ele gravou diversos LPs, e participou de vários filmes, sendo todos eles, participando do papel principal.

Em 1978, gravou o LP: “Mary Terezinha”, lançado pela gravadora Continental. No mesmo ano, começou a se afastar de Teixeirinha, o que ocorreu definitivamente em 1983, deixando um bilhete fatal: “Não me farei mais presente ao seu lado”, depois de lido pelo cantor, foi seguido de um infarto, que, felizmente, não o matou.

Se casou com o mentalista Ivan Trilha. Em 1989, escreveu o livro: “A Gaita Nua”, onde relata sua atribulada relação com Teixeirinha.

Mary Terezinha entrou em nossa relação de Maiores Gaiteiros do Rio Grande do Sul por seu talento, e como representante feminina em um universo de grandes gaiteiras onde despontam nomes como Berenice Azambuja (muito lembrada entre nossos leitores), Cassia Abreu, Marinêz Siqueira, Neusa Regina, Janete, Leninha, Chiquinha, Olívia Osório e outras.

10. PORCA VÉIA

Porca Véia, é nome artístico de Élio da Rosa Xavier, que nasceu em Lagoa Vermelha em 2 de março de 1952.

Produtor rural até aos 16 anos, começou sua carreira artística com seis anos de idade, por influência da família, onde havia muitos músicos amadores. Fez o curso de técnico agrícola, quando ganhou o apelido que hoje é nome artístico. Participou de muitos festivais e apresentou-se com Kleiton e Kledir nas melhores casas de espetáculo do Brasil, como o Canecão do Rio de Janeiro e o Palace em São Paulo.

Tocou no Grupo Candieiro, no Porca Véia e Os Tropeiritos.

Criou e dirige o grupo musical Cordiona, um grupo de baile bem fandangueiro. Recebeu vários títulos, como Cidadão de São José do Ouro, Comendador da Brigada Militar, Amigo da Brigada, Destaque Musical. Tem 15 CDs gravados e um DVD. Ganhou duas vezes o Disco de Ouro.

Porca Véia é um gaiteiro carismático, irreverente, parceiraço, distorcido no cabo da gaita. Hoje, é o maior representante do estilo Bertussi no Estado. Muito amigo da dupla de acordeonistas da Mulada, Porca Véia segue fielmente seus passos. Seu grupo de baile é um dos mais disputados, principalmente na região serrana do Rio Grande do Sul.

Embora seja o maior cantador da musicalidade Bertussi, Porca Véia tem um estilo próprio muito apreciado pelos fandangueiros desta terra. Seguem seus passos grandes gaiteiros como Zezinho (Grupo Floreio), Fernando Montenegro, Waldemar dos Santos Filho e outros.

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Chasque publicado no blog do amigo Léo Ribeiro em 26 de março de 2012:
http://blogdoleoribeiro.blogspot.com.br/2012/03/os-dez-maiores-gaiteiros-gauchos_26.html



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